• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 25 de fevereiro de 2018 22:35:53
Genésio Jr.
  • 11/02/2018 12h53

    É bom aguardar!

    O Nordeste era, e por muito tempo, ainda se porta assim, em muitas situações! O Brasil não é para todos! Nem no período em que o Brasil se despede de preconceitos, mas não se despede de si!

    Um Rei Momo assustado com o Brasil que vê( Foto: CarnalvalPE)

    (Brasília-DF) O Carnaval não é motivo de alegria generalizada. Foi-se esse tempo, quando todos, inclusive os políticos, afogavam todas as suas mágoas durante o Império do Rei Momo.

    Ouvi de grandes súditos de Momo uma história que é a cara das coisas do Carnaval e do Brasil.  Certo Carnaval, poucos estão vivos para me socorrerem com a data, a corte carnavalesca chegou à porta do Country Club de Fortaleza e foi barrada. Rei Momo, princesas e príncipes não puderam entrar no reservado clube na Capital Alencarina. O clube era tão fechado que nem os reis da cidade no período carnavalesco entraram. Um membro da Corte sentado no meio fio, cheio da fedorenta cachaça cearense de então, vociferou, cabisbaixo: “Isso não pode ser, é um absurdo(glub,glub). Barraram o Rei!”. Todos riram de si!

    O Nordeste era, e por muito tempo, ainda se porta assim, em muitas situações!  O Brasil não é para todos!  Nem no período em que o Brasil se despede de preconceitos, mas não se despede de si!  Os políticos, a maioria deles, estão precisando fazer um Carnaval só para eles. Mas isso é bom para o Brasil?!  Claro que não!  A sociedade e o Estado estão em crise de relacionamento. Rir  de si próprio foi uma das maiores garantias de nossa decantada civilidade.

    Quando terminarmos com o Carnaval vamos começar a lidar com uma de nossas mais difíceis cavalgaduras. Dificilmente vamos conseguir rir de nós próprios!

    O caso do ex-presidente Lula é um grande desafio nacional.  Conversei com alguns políticos nordestinos de peso e medida, importantes em seus partidos, que ainda acreditam que não é hora de lidar com saída de Lula da corrida presidencial. Ninguém duvida mais de nada, mas percebi na sagacidade não falada das excelências a certeza de que ele, mesmo fora da corrida presidencial com o nome ausente na urna ou até preso, será o maior cabo eleitoral da disputa de 2018.

    Parece um exagero imaginar que Lula fora das urnas e devidamente encarcerado em Curitiba(PR), pois quem vai executar a pena será a 13ª Vara Federal da capital paranaense, comandada pelo juiz Sérgio Moro - possa influenciar nas eleições nordestinas! Enfim, pode e muito. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Sepúlveda Pertence, e que foi presidente tanto daquela Corte como do Tribunal Superior Eleitoral, foi contratado para compor a defesa do ex-presidente, que sofreu mais uma derrota com a negativa de liminar em habeas corpus apresentado ao ministro Luiz Fachin, do STF, pedindo que a prisão não ocorresse até trânsito em julgado( todos os recursos sejam analisados em todas as cortes).  Fachin mandou o caso para o plenário, entendeu que não deveria ir para nenhuma das turmas e obriga que o Supremo volte a decidir sobre prisão após condenação em segunda instancia.  Pertence não tem preocupação eleitoral, mas sim, criminal.

    O caso não tem data para ser julgado, mas poderá se dar muito próximo, ou até antes, do último julgamento do TRF 4 contra o ex-presidente, portanto antes do final da janela partidária, antes, enfim, até das desincompatibilizações para as eleições de 2018.  

    Fiquem certos. Não esperem nada de concreto da raposas políticas nordestinas antes dessa conjunção de datas.  Aguardem!

    Por Genésio Araújo Jr, de Brasília

    Emai: [email protected]