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Nordestinas
  • 01/04/2016 06h31

    Novo líder do PHS, Givaldo Carimbão libera partido na “oferta de cargos” e prevê que “Dilma vencerá por mais de 200 votos”

    É a 13ª liderança de bancada partidária que o deputado alagoano assume em 30 anos de carreira política
    Divulgação

    Givaldo Carimbão, líder de partido novamente

    ( Publicada originalmente às 18h 21 do dia 31/03/2016) 

     

    (Brasília-DF, 01/04/2016) O deputado federal Givaldo Carimbão (AL), que assumiu nesta quinta-feira, 31, a liderança da bancada do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) na Câmara dos Deputados, disse em entrevista exclusiva à Agência de Notícias Política Real, que o partido está liberado para aceitar ou não cargos no governo federal e ainda para votar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    Ele revelou, ainda, que o partido está dividido com relação ao tema. Mas prevê que “Dilma vencerá por mais de 200 votos” no Plenário da Câmara.

    Esta é a 13ª liderança de bancada partidária que o deputado alagoano assume em 30 anos de mandato. Antes da “janela partidária”, que permitiu deputados a trocarem de partido sem serem punidos por infidelidade partidária, no período de 18 de fevereiro a 18 de março, Carimbão estava alojado no PROS, do qual é líder. Ele anunciou que o PHS deixa de compor o bloco partidário que compunha ao lado do PR. PSD e PROS. Na entrevista que segue ele detalha a sua posição e da legenda com relação ao governo do PT.

    AGÊNCIA POLÍTICA REAL - O PHS é a favor ou contra o impeachment da presidente Dilma?

    O PHS são sete deputados. Tem alguns que votam a favor, tem outros que votam contra. Respeitamos como todos os partidos. O partido não vota, quem vota são os deputados...

    AGÊNCIA POLÍTICA REAL - ...Então o partido está dividido?

    Todos os partidos estão. Todos. Aqui (na Câmara) só não está três: PT, PCdoB e PSOL.

    AGÊNCIA POLÍTICA REAL - Depois da debandada do PMDB, o governo começou a cortejar e tentar segurar os demais partidos da base com oferta de cargos, que serão desocupados pelos peemedebistas. Se o governo procurar o PHS, o que o partido vai dizer?

    Olha, eu conheço bem a Dilma, muito.  Conheço o ministro Berzoini (Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo da Presidência da República) e não acho que eles estão dando cargos não. Acho que essa palavra de oferecer cargo é pejorativa. Diria o seguinte: o governo tem que se reagrupar e obviamente quem dá apoio governamental, governa. É normal e legítimo. Pejorativamente pode ser chamado de ‘dar cargos’. Se for numa visão ampla e estadista,  quem governa, participa do governo.

    AGÊNCIA POLÍTICA REAL - O que está acontecendo?

    Houve agora um redirecionamento com a “janela partidária”. O PP passou de 40 para 51 deputados. Aumentou 11 deputados. O PHS tinha 05 passou para sete. O DEM passou de 20 para 28. Enquanto teve partido de perderam, outros cresceram. O PMDB saiu da base do governo. É normal que você tem uma máquina para administrar o País e que os partidos que dão apoio ao governo, ou os deputados, esses possam participar. É natural e legítimo de um processo democrático. O PMDB fechou questão que deputados não podem participar, é uma decisão do Diretório Nacional...

    AGÊNCIA POLÍTICA REAL - ...E o PHS, qual é a direção?

    O PHS deixou vontade os deputados. Aqueles que entendem que devem votar pelo impeachment devem votar, aqueles que entendem que não, também vai votar. Eu acho que essa democracia é importante. Todos os partidos são assim: tem companheiros que são a favor e os que são contra. O PHS não foge à regra.

    AGÊNCIA POLÍTICA REAL - Na sua opinião, o governo teria hoje votos suficientes para derrubar o impeachment?

    Não tenho dúvidas. O governo terá mais de 200 votos. Estou aqui afirmando. No o Plenário. A sociedade está começando a entender que impeachment não é golpe. É um instrumento legal. O governo, pelo que tenho acompanhado, a questão das “pedaladas” é a única coisa que tem contra o governo e me parece que isso não é motivo para impeachment. Agora, aonde é que está o golpe pra mim? Se a Dilma for afastadas quem será o presidente da República? Michel Temer. E o vice? Eduardo Cunha. Michel viaja para os Estados Unidos, quem será o presidente da república? Eduardo Cunha. Imagina vocês. Ninguém nunca viu dizer que Dilma roubou. Tem “pedalada”, mas roubo não. Agora Eduardo Cunha, não sou eu que estou dizendo não, é a aquele tubo que sai na Globo cheio de dólares. Pelo amor de Deus, tem que ter limite as coisas.

    AGÊNCIA POLÍTICA REAL - Então, o PHS vai continuar...

    ...liberando os seus deputados para que votem de acordo com as suas consciências.

    (Por Gil Maranhão, Especial para Agência Política Real. Edição: Genésio Jr.)