( Brasília-DF, 16/04/2009) A Política Real está atenta e teve acesso a artigo do deputado André de Paula(DEM-PE) que avalia as obras do PAC no Estado. Ele fala de “incompetências”
Veja a íntegra do artigo:
“ Difícil tarefa
Houve uma movimentação feita no meu estado, motivada pela oposição, para fiscalizar o andamento das obras do PAC.
Na ocasião, tivemos a oportunidade de fazer um levantamento de todas as obras, e não são poucas, que constam nesse programa; de anunciar as obras, e são muito poucas, talvez 1 ou 2, que estão próximas do seu calendário; e de apontar a absoluta impossibilidade de, distintamente do que prega o presidente da República, até o fim deste governo, ele levar a cabo a grande maioria.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu um grupo de ministros e disse que ele próprio tomaria a iniciativa de fiscalizar o andamento dessas obras, porque estava insatisfeito com o seu andamento.
Quero louvar a iniciativa do presidente. Penso que, se o presidente destitui a ministra Dilma Rousseff e ele próprio passa a fiscalizar essas obras, nós passamos a ter a oportunidade de vê-las tomar a celeridade que precisam de fato ter. Eu quero, em nome da oposição fazer uma sugestão ao presidente, às lideranças que dão apoio ao governo na Câmara dos Deputados. Sugiro um calendário de obras que, na fiscalização que anuncia que fará, ele deveria priorizar.
Por exemplo, no nosso estado, seria muito bom que pudesse dar um pulo à Ferrovia Transnordestina. O que nós sentimos em todos os estados é que o atraso, a incompetência gerencial, a falta de perspectiva de chegar ao fim é uma coisa que está ficando muito clara e incomoda agora até o presidente da República.
Fruto dessa nossa visita apresentei na Câmara dos Deputados, na semana passada, o requerimento em que pedi à ministra chefe da Casa Civil, que é a principal responsável pelas questões relativas ao PAC, um conjunto de informações que dizem respeito especificamente à obra da Refinaria Abreu e Lima. O Tribunal de Contas da União já havia determinado, num primeiro momento, a sustação do pagamento de várias obras de terraplanagem lá feitas, porque identificou com clareza o superfaturamento.
Para minha surpresa — se é que eu possa usar a palavra surpresa; nada neste governo é surpresa—, na quarta-feira passada, o Tribunal de Contas da União voltou a reforçar a nossa preocupação, fazendo uma nova recomendação, ampliando os valores que pede, determina que não sejam pagos, porque nele, em face da má gestão da Petrobras, está embutido claro superfaturamento.
No momento em que vemos, por exemplo, a queda no preço dos combustíveis no
mundo inteiro, aqui foram preservados os mesmos valores — não chegou na ponta, no
consumidor, a baixa internacional dos preços —, o que dá uma folga de caixa à Petrobras. Acho que essa questão evidencia ainda mais a má gestão.
Então eu gostaria de destacar a importância dessa iniciativa. Nós fizemos com que o presidente da República percebesse que obras que deveriam ser fundamentais para o incremento da nossa economia, para o desenvolvimento do nosso país, estão sendo alvo de politicagem, com “p” minúsculo, estão sendo objeto daquilo que o presidente do meu partido, deputado Rodrigo Maia, disse em Pernambuco: “Nunca antes, na história deste País, um presidente lançou tantas pedras fundamentais”.
O presidente se dispôs a estar tantas vezes no estado para gerar uma enorme esperança na alma do povo de Pernambuco e dos demais estados, esperança que, mercê do calendário, do cronograma e de tudo o que pudemos acompanhar, inclusive por meio do Sistema de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), vai se transformar, infelizmente, numa grande frustração.
Portanto, eu gostaria de ressaltar a importância dessa iniciativa e de conclamar os companheiros que ainda não tiveram essa oportunidade a que a façam. Eu gostaria, junto com as lideranças dos partidos de oposição da Câmara dos Deputados, de oferecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma sugestão de obras que ele deve visitar nos estados, obras que estão incluídas no PAC e que ele assegura que até o final do seu mandato ele vai entregar. Nós queremos que ele as entregue, mas dificilmente isso ocorrerá.
( da redação com informações de assessoria)