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  • Contato Brasil, 21 de julho de 2019 15:06:47
Genésio Jr.
  • 23/06/2019 13h23

    Que os próximos seis meses sejam melhores, Presidente!

    Já não existem mais dúvidas que o nosso presidente da República não tem interesse algum em fazer um concerto nacional para conduzir o país

    Melhores dias Presidente! ( foto: Agencia Brasil)

    (Brasília-DF) Essa última semana do mês de junho mais que marcar os primeiros seis meses do Governo Bolsonaro, os encantadores festejos juninos e chegada do inverno no hemisfério sul tem algo mais.

    O nosso Presidente da República mesmo com suas dificuldades mostrou que é maior que o grupo que montou para comandar a burocracia nacional, maior que os militares que Paulo Guedes e o próprio Sérgio Moro, que sempre foi muito maior que o ex-capitão do Exército do Brasil.

    O Presidente falou sobre reeleição, algo que não se imaginava que seria para se falar nessa altura do campeonato. Além disso tudo, reconheceu que o Congresso Nacional está mais forte que ele.

    Afirmou que as privatizações, referindo-se ao Correios,  dependem do aval congressual, afirmou que o Congresso, particularmente, a Câmara dos Deputados, está querendo lhe transformar numa “Rainha da Inglaterra”, aquela que é tudo mas não manda em nada e, para finalizar, ainda censurou que poderia haver reeleição no comando tanto da Câmara como no Senado, para agradar o deputado Rodrigo Maia e o senador Davi Alcolumbre.

    Tudo isso se dá nesse finalzinho de junho! Às vésperas de uma possível votação da proposta de reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, em momento que a Câmara virou senhora da iniciativa.

    Já não existem mais dúvidas que o nosso presidente da República não tem interesse algum em fazer um concerto nacional para conduzir o país. A política do enfrentamento é a sua tônica. Na semana que se foi, ele fez mudanças na composição de seus ministros da Casa( Planalto), que ele chama da “ministro fusíveis” e afirmou que errou na articulação política! Bem, surpreendente, não?! Claro que sim, especialmente para alguém que literalmente não preza por essa ação política, que ele se encarregou de demonizar junto com seu público mais fiel da internet.   O Presidente da República mostra mais controle sobre o governo e valorizou seu grupo mais próximo e ideológico.

    Em tese, esse movimento, em parte, é bom, pois o Presidente não esconde que desconfia de todo mundo, que o diga sua declaração, se referindo ao ministro Sérgio Moro, de que não existe “100% confiança”. Ele monta um grupo mais seu, no entanto revela que muitos poderão ser fritados com pouca banha e fogo baixo.

    Vamos terminar o semestre com a economia andando de lado com a expectativa real de que teremos uma redução dos juros. Esse novo momento de nossa economia virá com a iminente votação da Previdência e um parlamento saindo para as férias maior do que começou o ano.

    Não resta ao Governo e alguns de seus membros, mais que os dissabores que Sérgio Moro terá de agora em diante (ele não perde o seu público mas deixou de avançar noutros territórios antes não navegados!) – a não ser preparar ou sinalizar algo para o que virá.

    Se Moro ficou dependendo muito de Bolsonaro, o Presidente agora está dependendo muito de seu ministro da Economia, Paulo Guedes, para mostrar que tem o que apresentar à sociedade. Para quem já fala em reeleição, o Presidente tem que empreender ações, patrociná-las, ao menos, no sentido de que temos um governo que ao deter a corrupção transforme esses ganhos em efetivas ações pelo desenvolvimento.

    O zelo pelo dinheiro público está fazendo se poupar algo,  muito mais que tostões, pelo que se anuncia, mas não chega nem a cobrir o buraco do déficit que vai para o quarto ano seguido. O Presidente tem que se convencer que o brasileiro está torcendo que a corrupção tire férias do Brasil por longos anos, mas só isso não enche barriga.

    Que os próximos seis meses sejam melhores, Presidente!

    Por Genésio Araújo Jr, jornalista

    Email: [email protected]