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  • Contato Brasil, 18 de julho de 2018 18:54:12
Genésio Jr.
  • 13/05/2018 16h08

    A imprevisibilidade só aumenta!

    Foram maus políticos que fizeram ela se enveredar, gerando um Estado assassino, da mesma forma não podemos ver ideias igualitárias serem jogadas na lata do lixo por maus agentes que quiseram se apropriar do Estado.

    Ernesto Geisel e João Figueiredo erraram mas as FA não são um lixo, nem ideias de esquerda viraram lixo face aos maus esquerdistas( foto: site O Globo)

    (Brasília-DF) Na última semana tivemos dois fatos que atingiram em cheio pré-candidaturas presidenciais e, na prática, a cena nacional. Os eventos nos deixam ainda mais crentes de que a sucessão presidencial fica ainda mais imprevisível.

    No dia 8 de maio o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa(PSB), disse no twitter que não seria mais candidato à Presidência.  Em seguida deu uma entrevista ao “Valor Econômico’” dizendo que não acredita na política.  "Não acredito que esta eleição mude o país. O Brasil tem problemas estruturais gravíssimos, sociológicos, históricos, culturais, econômicos". 

    Nessa quinta-feira,11, foi publicado pelo “O Globo” memorando  da CIA, agência americana de inteligência - descoberto pelo pesquisador Matias Spector, da Fundação Getúlio Vargas(FGV), que demonstra que houve um apoio do então Presidente da República, Ernesto Geisel, para que se continuasse com extermínio seletivo de opositores ao regime de então, uma ditadura militar  instalada em 1964 e que ficou mais severa com o AI 5, editado há 50 anos, em 1968.  O documento é muito duro pois evidencia que o general presidente que ficou conhecido por iniciar a “distensão lenta e pacífica” trouxe para o Palácio do Planalto a definição sobre quem deveria ou não ser eliminado.

    Esse recente fato, com todos os seus detalhes, é um duro golpe na pré-candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro(PSL-RJ), que praticamente nega a ditadura e tem como ídolo um torturador, o falecido general  Carlos Alberto Brilhante Ustra.

    Joaquim Barbosa se coloca como um homem da Justiça que iria para a política, não sendo do ramo, dava fôlego aos que achavam que só os não-políticos podem dar jeito na política brasileira, como se isso fosse possível. Ele sai do cenário deixando recado a todos de que nada terá jeito. Disse que provavelmente nem no Brasil estará no dia das eleições.  Olha só quanta indiferença!

    Jair Bolsonaro, que é político, sim, mas é visto por seus apoiadores como uma alternativa aos políticos.  Anima sua militância que defende o prendo e arrebento e demonstra apoiar a teses de que a ditadura do passado é bem melhor que os dias que correm!

    Os dois casos são aterradores, fiquem certos.  Barbosa mesmo se colocando no caso da centro-esquerda, detona a política e os que nela acreditam.  A revelação do memorando está fazendo com que setores da sociedade e da antiga Comissão da Verdade, que atuou nos governo Lula e Dilma, defendam a revisão pelo Supremo Tribunal Federal da Lei da Anistia!  Outro absurdo!

    Por mais que os dias sejam duros, não é possível jogar na lata do lixo nossas conquistas democráticas em nome de nossas agruras hodiernas.  Não se revisita a história impunimente.

    Outras revelações deverão surgir sobre o nosso passado, heróis se transformarão em vilões e facínoras poderão ser revelados grandiosos humanistas.

    Barbosa um herói, até um dia desses, se mostrou um fraco, indiferente. Bolsonaro e o retorno dos militares ao poder poderão continuar sendo heróis para uns e vilões para outros, mas nossas Forças Armadas não podem e não devem ser vistas como abomináveis. Foram maus políticos que fizeram ela se enveredar, gerando um Estado assassino, da mesma forma não podemos ver ideias igualitárias serem jogadas na lata do lixo por maus agentes que quiseram se apropriar do Estado. 

    Novamente, a elite política nordestina está frente-a-frente com grandes missões.

    Por Genésio Araújo Jr, de Brasilia

    email: [email protected]